quarta-feira, 12 de março de 2008

Paiol Literário



Hoje foi o primeiro evento do Paiol Literário de 2008.A convidada era Marina Colasanti que, como todos sabem, é minha "ídala". A palestra foi ótima. Dentre as várias palavras de extrema importância com que Marina nos presenteou, quero destacar algumas: "Eu sou aquilo que li. Para o bem ou para o mal, sou o que as minhas leituras me fizeram". Como é importante a escolha bem feita, em relação ao livro indicado para leitura dos alunos! Se eles serão a soma de suas leituras, que grande responsabilidade temos nós, professores, durante longo tempo seus únicos orientadores!
Marina Colasanti também disse que devemos oferecer ao leitor sempre mais do que ele já tem. A progressão sistemática nos textos oferecidos aos alunos é , então, fator de extrema importância. Para ela , não há nenhum valor em dar aquilo que ele já tem, pois não lhe acrescenta nada. Daí seu fazer literário não estar voltado para um trabalho facilitado com a literatura escrita para crianças. Segundo ela, não entender algumas palavras não faz mal nenhum, ao contrário, a criança poderá desenvolver seu vocabulário, ao pesquisá-las. Frisou ainda: os professores é que acham que os textos devem ser fáceis e, até, muitas vezes, trocam palavras do texto, para torná-lo mais fácil. Nesse sentido, Marina é enfática: "Peço que, se quiserem contar minhas histórias, contem-nas sem alterar nada. Senão, podem dizer que é "inspirado" em meu texto, mas não que aquela história é minha". Grande Marina...
Para terminar, gostaria de destacar o que ela disse sobre suas leituras: "Aprendi sem me dar conta de que estava aprendendo, senão seria muito chato..." Essa foi para os pedagogos, não acham?
Foi uma noite emocionante, como todas aquelas em que encontro essa grande mulher, essa grande escritora, essa pessoa especial, inigualável...Muitos beijos para Marina...

Um comentário:

Gloria disse...

Catia, grata, aliás, gratíssima, por postar aqui suas impressões sobre a presença e voz da Marina. Perdi o imperdível: a palestra. Assim, com seu texto, sinto algum consolo.
Sobre os pontos destacados, muito a falar...Principalmente, esse medo, medinho, medão de alguns porfessores em relação a palavras nunca vistas antes.
Abraço grande e parabéns pela partilha literária.
Gloria Kirinus